quinta-feira, 30 de junho de 2016

Monitoramento de focos do transmissor Aedes aegypti e o manejo de pacientes com dengue de acordo com a OMS.



O Ministério da Saúde pretende fortalecer e ampliar projetos contra o mosquito Aedes aegypti através de parcerias de gestores municipais e estaduais. O anúncio foi feito pela Sala Nacional de Coordenação e Controle (SNCC), criada pelo Decreto Presidencial nº 8.612 de 21 de dezembro de 2015(http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2015-2018/2015/Decreto/D8612.htm) que tem por objetivo gerenciar e monitorar a intensificação das ações de mobilização e combate ao mosquito, além das execuções das ações do Plano Nacional de Enfrentamento à Microcefalia. 

Segundo a coordenadora da Sala, Marta Damasco, a continuidade do trabalho realizado em combate ao vetor transmissor da dengue, do vírus Zika e da chikungunya é importante para manter a queda da infestação do mosquito nas cidades brasileiras. Os dados obtidos pela Sala informam que o número de imóveis com focos reduziu em torno de 25%, passando do índice inicial de 3,36% para 2,56% sobre o total de imóveis vistoriados.

Para a coordenadora, além da importância das visitas, a criação de comitês municipais para ordenar e estabelecer estratégias de combate ao mosquito é uma grande necessidade. Para isso, é preciso trabalhar de maneira sustentável, e de acordo com as necessidades de cada município. Enfatizou também, a necessidade de envolvimento de parceiros da sociedade civil para abranger os projetos e alcançar mais resultados satisfatórios, além das notificações dos casos de microcefalia e assistência a essas famílias. 

Além deste decreto foi lançado no inicio do ano uma nova edição do protocolo para manejo clínico dos pacientes com dengue. Elaborada pelo Ministério da Saúde do Brasil, com apoio técnico da Organização Pan-Americana da Saúde/Organização Mundial da Saúde (OPAS/OMS) e outras instituições, a publicação inclui no diagnóstico diferencial as arboviroses chikungunya e zika, introduzidas no país nos últimos anos. Esta edição do protocolo também enfatiza a nova classificação de dengue da OMS, utilizada pelo Brasil desde 2014. 

A definição atual da Organização enfatiza que a dengue é uma doença única, dinâmica e sistêmica. Ou seja, pode evoluir para a remissão dos sintomas ou agravar-se exigindo constante reavaliação e observação, para que as intervenções sejam oportunas e as mortes evitadas.

O governo está com vários planos e medidas que se alteram de região para região para a diminuição dos números de casos, mas nada terá seu efeito desejado sem o auxilio da população com medidas simples, como descritas nessa campanha (Fig 1) e a identificação dos sintomas como está descrito na campanha (Fig 2) da prefeitura municipal de Cocalzinho de Góias.







       


Referencias:



















sexta-feira, 10 de junho de 2016

terça-feira, 7 de junho de 2016

Novos testes com Fosfoetalonamina em roedores com tumores

Figura 1. Testes clínicos e pré-clínicos da Fosfoetalonamina. 



Em março deste ano, após testes in vitro, a Fosfoetanolamina já havia sido reprovada, mas recentemente o Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) investiu em novos testes da substância para avaliar sua atividade nas células tumorais em cobaias, no Núcleo de Pesquisa e Desenvolvimento de Medicamentos da Universidade Federal do Ceará e em Santa Catarina.
Esses testes foram realizados em dois grupos e para dois tipos de câncer: o carcinossarcoma 256 de Walker e o Sarcoma 180, o primeiro utilizando ratos e o segundo camundongos. Esses dois tipos de tumores foram os de escolha pois são tumores de crescimento rápido, possibilitando avaliar a atividade anticancerígena da substância em questão.

Figura 2. Desenho do pré-estudo clínico da Fosfoetanolamina em ratos e camundongos



Na pesquisa realizada no Ceará utilizou-se 45 animais e as doses de 1g/kg de Fosfoetalonamina foram ajustadas de acordo com o peso destes, os dividindo em três grupos de tratamento:15 animais receberam fosfoetanolamina por via oral, 15 receberam soro fisiológico e outros 15 receberam a substância ciclofosfamida, muito utilizada no tratamento do câncer.
O tamanho dos tumores foi mensurado, avaliando o potencial de ação de cada uma das substâncias testadas. O resultado dos testes não indicou diferenças entre os tamanhos dos tumores dos ratos que receberam a fosfoetanolamina e o soro fisiológico, mas os animais tratados com ciclofosfamida apresentaram inibição significativa do tamanho do tumor.

Tabela 3. Fases clínicas de estudos em humanos



Apesar dos resultados terem sido negativos para esses testes, não se pode excluir a possibilidade da ação favorável da droga em outros tipos de câncer, assim como a possibilidade de resultados positivos em humanos, sendo necessário o teste também em pacientes portadores de tumores. Ainda, o professor e pesquisador da Universidade Federal do Ceará, afirmou que os primeiros testes em humanos com a Fosfoetanolamina deverão se iniciar a partir de agosto. 

Fontes:
1. http://noticias.uol.com.br/saude/ultimas-noticias/redacao/2016/05/31/testes-em-ratos-mostram-que-pilula-do-cancer-nao-faz-mal-mas-e-ineficaz.htm
2.http://dc.clicrbs.com.br/sc/estilo-de-vida/noticia/2016/06/pilula-do-cancer-sera-testada-em-voluntarios-saudaveis-a-partir-de-setembro-por-laboratorio-do-ceara-5853250.html
3.http://g1.globo.com/bemestar/noticia/2016/05/fosfoetanolamina-falha-em-novos-testes-com-tumores-em-roedores.html
4.http://oglobo.globo.com/sociedade/saude/testes-com-roedores-mostram-que-pilula-do-cancer-nao-inibe-tumores-19413410

sexta-feira, 20 de maio de 2016

PÍLULA DO CÂNCER - Associação Médica Brasileira alegou risco à saúde e ao tratamento normal

A fosfoetanolamina, também conhecida como a PÍLULA DO CÂNCER, é uma substância criada pelo pesquisador doutor Gilberto Orivaldo Chierice do Instituto de Química da Universidade de São Paulo. Estudado por mais de 20 anos,este composto foi testado de maneira empírica em humanos sem ser testada pelos critérios da Agência Nacional da Vigilância Sanitária, portanto ele seria proibido para uso, pois não existem testes suficientes para comprovar os efeitos causados no organismo. A substância funciona como um marcador tumoral, marcando a célula cancerígena para que o próprio corpo saiba que deve combatê-la, por meio do sistema imunológico.

O composto teve repercussão nacional a partir de 2014, pois a universidade paralisou seu fornecimento alegando que produtos experimentais não poderiam ser entregues à população. Com a revolta da população, a universidade decidiu fornecer o composto somente às pessoas que movessem uma ação judicial.

A agência Nacional de Vigilância Sanitária tendo recebido dezenas de questionamentos relacionados ao fármaco, visando um melhor esclarecimento sobre a matéria, esclareceu-nos dizendo: “A comercialização, bem como a exposição do produto fosfoetanolamina, estaria em desacordo ao que prevê a Lei nº. 6.360/76, que em seu artigo 12 assim dispõe: “...nenhum dos produtos de que trata esta Lei, inclusive os importados, poderá ser industrializado, exposto à venda ou entregue ao consumo antes de registrado...”. Conforme já exposto, não há nenhuma avaliação de qualidade, segurança e eficácia realizada pela Agência, portanto a Anvisa não tem como reconhecer, por absoluta falta de dados científicos, a suposta eficácia da fosfoetanolamina para o tratamento do câncer, ou seja, os seus efeitos são totalmente desconhecidos. Alertamos que todos os tipos de tratamentos devem ser fundamentados em resultados de estudos cientificamente comprovados”.




Nesta quinta-feira (19/05), por 6 votos a 4, o Supremo Tribunal Federal suspendeu a lei que autoriza pacientes com câncer a fazer uso da fosfoetanolamina sintética, além de suspender decisões judiciais que obrigavam o governo a fornecer a substância. "A visão que as comunidades médicas têm atualmente é que, adiante com essa lei, haverá um aumento das mortes pelo abandono do tratamento convencional já existente", afirmou na tribuna do STF o advogado da AMB, Carlos Magno Michaelis Junior.
Atualmente, estudos estão sendo feitos pela ANVISA para a comprovação se a fosfoetanolamina apresenta eficácia e se não causa efeitos colaterais ou algum outro efeito prejudicial para o indivíduo. Sendo assim, se for comprovado a eficácia da substância, ela poderá ser adicionada na relação nacional de medicamentos (RENAME) e ser disponibilizada pelo Sistema Nacional de Saúde (SUS), pois todo medicamento fornecido pelo SUS deve ser regulamentado pela ANVISA. A Agência pretende apontar os resultados definitivos o mais rápido possível para que todos tenham o conhecimento do que a substância oferece para o ser humano no tratamento do câncer.

Para liberação do uso da substância, a ANVISA faz a pesquisa clínica, que é o teste em humanos sendo dividida em quatro fases, porém antes destes testes, as drogas são testadas em animais, como roedores e macacos. E se for uma substância tóxica ou não houver nenhuma ação, a pesquisa não segue adiante, é a chamada fase pré-clínica.
Fase 1: Ao obter uma substância que não é tóxica, as pesquisam passam a ser em humanos. Geralmente, é utilizada em pacientes saudáveis e que não tenham a doença em que o medicamento pretende ser usado para tratamento. Cerca de 20 a 100 pacientes participam.
Fase 2: Nesta fase, são estudadas pessoas que têm a doença, para a avaliação da eficácia do medicamento. Participam desta fase cerca de 100 a 300 indivíduos.
Fase 3: A partir desta fase, o medicamento em questão é comparado com outros tratamentos utilizados e recomendados para a doença. Esta é a fase que demanda mais tempo e participam cerca de 5 a 10 mil indivíduos que possuem a doença.                        
Fase 4: Comprovado um grau suficientemente grande de eficácia na fase 3, o medicamento pode obter licença para a produção e ser comercializado ou distribuído. Na fase 4, também são definidos os efeitos colaterais previamente desconhecidos.

Referências utilizadas:








quinta-feira, 19 de maio de 2016

EDITAL DE SELEÇÃO 2016/1

O NÚCLEO DE ATENÇÃO FARMACÊUTICA DA UNIFAL – NAFAU, da Universidade Federal de Alfenas – UNIFAL – MG, usando de suas atribuições legais comunica aos interessados a abertura das inscrições para o processo seletivo para o preenchimento de 2 vagas para acadêmicos do curso de farmácia, não bolsistas.

1. Das inscrições
 O aluno regularmente matriculado e cursando do 2º ao 7º período do Curso de Farmácia deverá se inscrever no período de 23 de maio à 06 de junho de 2016  na sala D 208 L.

2. Requisitos para inscrição
 Estar regularmente matriculado e cursando do 2º ao 7º período de Farmácia. Ter disponibilidade para participar das reuniões semanais, de dedicar às atividades do NAFAU, desenvolver um projeto de pesquisa e acompanhar pacientes. O acadêmico deverá permanecer no grupo no mínimo 6 meses e não poderá ter mais de 3 faltas em reuniões ou atividades do grupo não justificadas, implicando no desligamento do mesmo.

3. Documentos para inscrição
 3.1. Ficha de inscrição
 3.2. Curriculum Vitae atualizado, com cópias dos documentos comprobatórios.


4. Do Exame
 4.1. Avaliação escrita
 Data da realização: 06 de junho de 2016
 Horário: 17 horas
 Sala: PCA a confirmar

4.2. Análise do Curriculum Vitae
 Data: 06 de junho de 2016

4.3. Dinâmica de grupo
 Data: 07 de junho de 2016

 4.3. Divulgação dos resultados
 Data: 10 de junho de 2016

5. Da seleção
 A avaliação escrita constituirá de questões pertinentes a um ou mais textos (artigos) relacionados às áreas de saúde, atenção farmacêutica e saúde mental. A avaliação escrita será eliminatória, devendo o candidato alcançar nota igual ou superior a 6.  A análise do Curriculum Vitae e do desempenho na dinâmica de grupo também serão considerados.

6. Das provas e critérios das avaliações e classificação
 A avaliação escrita terá peso 10 (dez).
O Curriculum Vitae terá peso 5 (cinco), sendo avaliado com fundamentação no regulamento específico para Atividades Formativas do Curso de Farmácia, aprovado pelo Conselho de Ensino, Pesquisa e Extensão por meio da Resolução nº018./2007, naquilo que for pertinente (apêndice I).  O Curriculum Vitae com maior pontuação, em cada período, terá nota 5 (cinco), sendo realizada regra de três para o cálculo da nota dos demais currículos do mesmo período. 
A dinâmica de grupo também terá peso 5 (cinco) e será avaliada pela coordenadora e pelos membros do grupo.
À nota da prova escrita, serão somadas as notas do currículo e da dinâmica de grupo. Serão aprovados neste processo seletivo, aqueles que obtiverem as oito maiores notas.
Em caso de empate, o desempate será dado pela nota da prova escrita.


7. Dos resultados

 Os resultados serão publicados no dia 10 de junho  de 2016 no blog do NAFAU, disponível no endereço http://nafaumg.blogspot.com.br e no Facebook.

sexta-feira, 13 de maio de 2016




5 de maio 

O Uso Racional de Medicamentos (URM) tem se tornado um assunto bastante debatido entre os profissionais de saúde. As questões envolvidas circulam em torno da necessidade da disponibilização dos medicamentos essencial na proteção e recuperação da saúde, e também à necessidade de garantir o seu uso de forma racional. Buscando evitar problemas como reações adversas, intoxicações, interações medicamentosas e até ausência do efeito terapêutico. A falta de acesso aos medicamentos, automedicação e uso irracional são os principais empecilhos nesse processo. 
Sabemos que os   medicamentos ocupam um papel muito importante nos sistemas de saúde, reduzindo mortalidade e morbidade da população, ou seja, melhorando a saúde e oferecendo qualidade de vida aos pacientes. Mas para que isso ocorra é necessário que além de ter acesso a esse insumo a população seja conscientizada quanto ao uso correto. Para se conseguir isso, é necessário que tanto o mercado, como os profissionais da saúde e o Estado tenham como foco principal a saúde da população. 
O uso racional de medicamentos é definido quando: Os pacientes recebem os medicamentos apropriados à sua condição clínica, em doses adequadas às suas necessidades individuais, por um período de tempo adequado e ao menor custo possível para si e para a comunidade (ONU, 1986). Deste modo é necessário que haja uma associação entre diagnóstico correto; prescrição correta; organização dos serviços para que o usuário tenha o medicamento disponível no tempo e na quantidade recomendados; adesão ao tratamento medicamentoso; monitoramento da resposta terapêutica ou problemas relacionado aos medicamentos. 
Diante da importância de se fazer o uso correto dos medicamentos, é realizado durante o mês de maio a campanha ‘uso racional de medicamentos’ na praça de alfenas, onde os estudantes de saúde juntamente com alguns profissionais e professores da área, trabalham oferecendo orientações sobre a importância da adesão ao uso racional dos medicamentos, aferição de pressão arterial e medição de glicemia. Aqueles pacientes em  que se observa um valor fora do de referência é orientado a procurar o serviço de saúde para uma melhor avaliação e confirmação de possíveis problemas de saúde. Objetivando-se assim, um tratamento correto e uma melhora na qualidade de vida dos mesmos.

Fonte : UNA- SUS